Minha abordagem:
Nosso corpo não é apenas um veículo, um detalhe periférico na experiência psíquica. Ele é testemunha, arquivo e palco daquilo que vivemos – muitas vezes, antes mesmo que possamos narrar em palavras. Trabalho com uma escuta que atravessa a linguagem verbal e e alcança o corpo: sua história, suas marcas e suas insistências. O corpo também é um discurso.
Aqui, portanto, sua experiência não será reduzida a uma lista de sintomas ou uma falha individual. Conversamos com a psicanálise e práticas corporais para reconhecer que seu sofrimento não é isolado – ele está atravessado por histórias, discursos e normas que te moldaram. Mas há brechas. Há espaços para que algo novo possa emergir.
A escuta clínica que ofereço não busca apenas interpretar ou classificar. Ela busca abrir espaço. A psicanálise nos ensina que o sofrimento não é apenas individual, e que há algo que insiste em nós – na fala, nos sonhos, no corpo. A experiência somática nos mostra que o inconsciente não está apenas no que dizemos, mas no que sentimos, no que tensionamos, no que seguramos sem perceber.
🔹 Psicanálise: Uma escuta que permite dar voz ao que se repete, ao que ainda não encontrou palavras.
🔹 Práticas somáticas e Yoga: Exercícios que ajudam a reequilibrar corpo e mente, liberando tensões e permitindo um contato mais profundo consigo mesma.
🔹 Um olhar crítico e politizado: Seu sofrimento não acontece no vazio. Ele tem história, tem contexto. Vamos investigá-lo juntas.


Um pouco sobre minha abordagem e o porquê dela…
O corpo é um discurso. E, muitas vezes, é nele que as palavras que não conseguimos dizer se inscrevem. Meu caminho na clínica parte do reconhecimento de que mente e corpo não são territórios separados: nossas dores, ansiedades, silenciamentos e desafios são tecidos tanto na palavra quanto na carne.
Como mulher, percebi cedo que meu corpo já era moldado antes mesmo que eu pudesse reivindicá-lo como meu. Fui me narrando dentro de discursos que pareciam preexistentes – sobre o que uma mulher deve ser, sobre como deve sentir, sobre o espaço que pode ou não ocupar. Por muito tempo, tentei caber neles. A dificuldade de encontrar minha voz, que se expressava no meu corpo, vinha não da falta de palavras, mas da sensação de que, ao falar, meu discurso poderia se dissolver dentro de um todo já programado ou voltar-se contra mim.
Se encontrar uma voz própria é parir algo novo, então isso significa também atravessar o medo do desmanche. Muitas de nós conhecem esse lugar: aceitaram os discursos prontos, vestiram os corpos que foram descritos para elas. Moldaram-se ao que se esperava. O corpo feminino, por tanto tempo, foi descrito como plástico, maleável – a histérica que incorpora tudo, a anfitriã eterna, aquela que contém e que se sacrifica. E o que acontece quando paramos de apenas conter? Quando, ao invés de ser o espaço para o outro existir, reivindicamos nossa própria existência?
Minha prática clínica parte dessa escuta: nomear e incorporar é des-represar. Dar vazão ao que parecia inominável. Mais do que um processo de "cura" no sentido tradicional, a psicoterapia é um ato político de existência – uma travessia que exige nomeação, historicização e criação de novas narrativas. Não se trata apenas de entender racionalmente o sofrimento, mas de senti-lo no corpo e na palavra, de dar gesto e ressignificação ao que antes parecia sem representação.
Por isso, integro abordagens que não se limitam ao discurso falado, mas também passam pela linguagem do corpo. A clínica não é um espaço de conserto, mas de invenção – onde o que parecia inenarrável pode, enfim, começar a ganhar forma.


Meu compromisso:
Meu compromisso é oferecer um espaço de escuta e cuidado onde corpo e mente sejam reconhecidos como parte de uma mesma experiência- ambos como discurso. Cada história é única, e a clínica não deve ser um lugar de enquadramento, mas de abertura – um espaço onde aquilo que parecia fragmentado pode, pouco a pouco, se tornar narrável.
Não acredito em respostas simples para perguntas complexas, mas na construção de um processo terapêutico que faça sentido para você. Mais do que aliviar sintomas, meu trabalho busca possibilitar um reencontro consigo mesma(o), com seu corpo e com sua própria voz, promovendo um cuidado que não seja "apenas" reparador, mas transformador.
Se você está buscando um espaço onde sua história possa ser escutada na inteireza do que ela é – na palavra, no gesto, no silêncio e naquilo que ainda não pôde ser dito –, estou aqui para te acompanhar nisso tudo.


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